Pé na tábua!!

Ok, pessoal, minha primeira incursão no mundo virtual...tenham paciência comigo...hehe!

Meninas, a idéia é falarmos sobre os problemas enfrentados pelas mulheres de trinta, suas dúvidas, suas neuras, seus desejos e todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres maravilhosas que se encontram naquela que eu chamo de "Década de Ouro", os anos em que estamos no auge de nossa forma física, vivenciamos experiências suficientes a embasar nosso dia-a-dia, sabemos o que queremos e, sobretudo, o que não queremos!

Sejam bem-vindas ao mundo das mulheres de trinta!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E a tal solidão? Bom, isso vai depender muito de sua relação consigo mesma. Parece frase de livro de auto-ajuda? Sim, parece, mas é verdade. Se pensarmos que, na grande maioria das vezes, a carência afetiva é o que rege, atualmente, as vidas de muitas de nós, mulheres de trinta, a eterna busca pelo par perfeito, a metade da laranja, é o grande mote gerador daquele famigerado e incômodo sentimentozinho: a ansiedade ( ah, miserável, I hate you!!).

Bom, partindo do pressuposto que só se sente solitário quem se crê sozinho, ainda que em meio a uma multidão, pode-se, dessa assertiva, inferir que a mulher que se basta jamais se sentirá sozinha (ao menos em tese, please!! Todas temos o direito de nos sentirmos abandonadinhas de vez em quando...faz parte do charme de ser mulher!).


Então, qual é a receita para ser a melhor companhia para si mesma? A resposta não é tão simples assim, quisera fosse...acontece que, desde a mais tenra infância, as mulheres são programadas para serem dois e não uma; explico: somos programadas para casar e ter filhos, desde que, ainda pequeninas, recebemos, de natal, aquele bebezinho duro e falante, que, ao mínimo movimento, tagarela: "eu te amo, mamãe!" ou "quero mamar, mamãe"!

Como, então, ser feliz sozinha, ou melhor, sem ter um companheiro, um parceiro, um namorado, um anexo, um apêndice? Bom, meninas, isso exige uma grande parcela de boa vontade e, essencialmente, de auto-estima, já que, para nos bastarmos, temos que nos amar, e muuuuito! Nos colocando em primeiro lugar em nossas próprias vidas, o telefonema não recebido, o sumiço no fim de semana, o clássico "o problema sou eu, e não você", deixam de ter aquela avassaladora capacidade de jogar-nos na cama a chorar quando Bart Simpson eletrocuta o pobre gatinho preto e horroroso da família, embrulhada até a cabeça e ligando para o trabalho a dizer que contraiu, de súbito, uma moléstia gravíssima e contagiosa, a afastá-la do convívio social, nos próximos vinte meses.

Gostar de si mesma é um exercício diário, posto que a tendência é sempre achar que o problema está  consigo e nunca com o outro. Se ele terminou comigo, deve ser porque essa verruga que tenho atrás da batata da perna é realmente repulsiva...se ele não retorna meus telefonemas, deve ser porque perdeu sua vovozinha querida, coitado!!!! Ou então deixou seu celular cair em um caudaloso rio ou numa enxurrada de uma chuva torrencial, perdendo, assim, toda a sua agenda telefônica e, portanto, o contato com vocezinha...ô pobre desse rapaz! Acorda, mulher!! Você já ouviu falar que quem quer de verdade, faz de tudo para conseguir? Alguém já conseguiu, alguma vez, tirar de sua cabeça a obsessão por aquele sapato vermelho que estava (ó lástima) fora da grande liquidação de inverno, pois era lançamento primavera-verão-outono? Não!! Você rodou, rodou e acabou espremendo o orçamento pra incluir a aquisição desse belo e desconfortabilíssimo - ai, minha joanete- sonho de consumo.

Saibamos, sempre que, quando um homem quer uma mulher, não há distância, posição social, estado civil ou quaisquer outras contingências que o afaste da persecução do objetivo de ter pra si aquela mulher, ainda que por mero capricho ou disputa territorial de macho pra macho o que, aliás, também é muito comum; roubar a mulher do outro é um dos esportes preferidos, no mundo masculino moderno/neanderthal.

Então não adianta arranjar desculpas para a falta de atenção ou consideração daquele que você acreditava ser "O" cara, pois, a exemplo do título daquele filminho água com açúcar, porém de fundo altamente pertinente, pode-se dizer, com altíssima margem de acerto que: "Ele não está tão a fim de você".

Assim, meninas, a receita de bolo de hoje é trabalhar essa auto-estima, pra não se sentir tentada a pegar qualquer coisa, aceitar qualquer situação, só pra não ficar sozinha, só pra não passar o sábado a arrumar o closet ou a assistir a reprise da semana de "law and order, special victims unit" (aliás, não tem nada de mal nisso, tá!!!!).

Sair com as amigas, ir ao shopping se dar um presentinho (nada daquela fúria louca consumista, ok?), ler um bom livro, assistir a um bom filme, tudo isso ajuda, bastante, a preencher aquele tempo livre que sobra, porque não se tem que dar atenção àquele pentelho, cujas únicas coisas que trouxe pra sua vida foram chateações e gastos com cerveja e coisinhas pra "beliscar" (que nem são você), durante todo o final de semana de gols da rodada.

Então saia de frente pra TV, desliga essa novela, desapega de "Um lugar chamado Nothing Hill", tome um banho, ponha aquela roupa massa, que te faz sentir poderosa, aquele make-up casual, que só outra mulher consegue ver (os homens acham que é beleza natural...hehe!) e vá, minha filha, nem que seja no supermercado, na padaria, na casa de uma amiga, mas vá! Pare de pensar que a vida só vale a pena se houver um barrigudinho sentado em seu sofá a perguntar "o que é que tem pra comer, hein?", e vá à luta. De autocomiseração basta aquela hiena do desenho animado, Harry (não adianta dizer que não se lembra, engraçadinha, porque é da sua época, sim!!), a recitar: "ó dia, ó flores, ó azar....". Ninguém aguenta mulher lamurienta, nem você mesma vai se aguentar, acredite!!

Beijos, amigas!!

Mari.

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