Pé na tábua!!

Ok, pessoal, minha primeira incursão no mundo virtual...tenham paciência comigo...hehe!

Meninas, a idéia é falarmos sobre os problemas enfrentados pelas mulheres de trinta, suas dúvidas, suas neuras, seus desejos e todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres maravilhosas que se encontram naquela que eu chamo de "Década de Ouro", os anos em que estamos no auge de nossa forma física, vivenciamos experiências suficientes a embasar nosso dia-a-dia, sabemos o que queremos e, sobretudo, o que não queremos!

Sejam bem-vindas ao mundo das mulheres de trinta!!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Uma das coisas mais marcantes na vida das mulheres de trinta é a pressão pelo cumprimento de papéis que se dizem "socialmente esperados" de uma mulher nessa faixa etária. Assim, ao romper a temível barreira dos trinta, a mulher inicia um processo de aceleração de seu relógio biológico, de tal forma que o coitado acaba se tornando uma espécie de bomba-relógio.

É assim que algumas mulheres acabam, no desespero do passar do tempo, insistindo em relações em que são infelizes, sujeitando-se a toda a sorte de comportamentos inaceitáveis por parte de seu parceiro, somente a fim de desempenhar os tão propalados e desejados papéis de mãe e esposa felizes.


A pressão é tanta, que muitas mulheres acabam por direcionar suas existências à busca do companheiro ideal, aquele que vai lhe dar a tão almejada prole, ser-lhe fiel, devotar-lhe amor e, ainda, lavar a louça do domingo à noite, após a sessão de pizza....ô coitada!

Expectativas exageradas geram frustrações, isso é fato. A mulher que se encontra em tal estado de agonizante busca pela realização de seus ideais de maternidade e relacionamento amoroso acaba incorrendo no mais básico e recorrente dos erros nessas situações: o de projetar no outro o que se espera que seja o correto ou o melhor, seja para si, seja para o casal. Assim, entra-se naquela inevitável espiral de cobranças, decepções, incompatibilidades e, por fim, o ocaso de um relacionamento, no qual a única verdade terá sido as duas linhas vermelhas no exame de gravidez comprado na farmácia da esquina.

Findo o relacionamento, muda-se o status da mulher de casada para "mãe solteira". Epa! Mas aqui não há nada de errado, não é mesmo? Afinal, apesar de sozinha, novamente, ela já se casou e já teve seu filho!! Desarmou, portanto, o dispositivo atômico que, insistentemente, tiquetaqueava em seus ouvidos, cobrando-lhe o cumprimento de seus "papéis biológicos".

E agora, tudo certo? Claro que não, minha filha; agora a mulher terá que dar conta de uma vida profissional, sua maternidade- a ser desempenhada a contento, afinal ela tem que ser a melhor das mães (não era isso que ela queria??)- dar conta da administração de uma casa e, ufa!, se sobrar um tempinho, no final do dia, dar aquela malhadinha, que é pro bumbum não despencar de uma vez e ela perder, definitivamente, as chances de conquistar o amor de sua vida, afinal, a esperança ainda não morreu, apesar de moribunda, pobrezinha!

Claro, a mulher tem que desempenhar cada um desses papéis com maestria, afinal não adianta ser a melhor profissional, se você não dá a devida atenção aos seus filhos; não adianta ser a melhor mãe, se você não é produtiva; se dá atenção dita "demasiada" ao seu lado mulher, é considerada uma desnaturada caça-dotes, porque não é possível, essa mulher não pode ser boa mãe e/ou profissional, se passa tanto tempo na academia!

Afe, difícil administrar tantas tarefas a contento....a contento próprio???  Não! A contento alheio, sempre, porque, mais uma vez, aqui, o que interessa, no final das contas, é o que os outros pensam sobre você...mas isso é assunto pra outro papo!

Beijos, meninas!

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