Pé na tábua!!

Ok, pessoal, minha primeira incursão no mundo virtual...tenham paciência comigo...hehe!

Meninas, a idéia é falarmos sobre os problemas enfrentados pelas mulheres de trinta, suas dúvidas, suas neuras, seus desejos e todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres maravilhosas que se encontram naquela que eu chamo de "Década de Ouro", os anos em que estamos no auge de nossa forma física, vivenciamos experiências suficientes a embasar nosso dia-a-dia, sabemos o que queremos e, sobretudo, o que não queremos!

Sejam bem-vindas ao mundo das mulheres de trinta!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Afe, meu Deus, quem foi que inventou o tal do cartão de crédito, minha gente? Bom, independente de quem tenha sido essa criatura sem alma,  esqueceu-se de colocar um alarme no bichinho, do tipo que gritasse, bem alto, quando a maluca consumista chegasse perto de qualquer loja que tivesse, ainda que em letras pequenininhas, no cantinho da vitrine, alguma das seguintes expressões: "sale", "supermegaultra liqui de verão",  "bota-fora", "pra mudar de endereço" e, principalmente, a palavrinha "desconto" (essa última, desperta na mulher um animalzinho esquisito, parecido com uma lagarta prenha, cujo único pensamento, durante o período de privação de sentidos que se segue ao ato de passar os olhos em uma vitrine, é o de comer dinheiro, comer dinheiro!!).

Não dá, realmente, pra entender como é que alguém pode pensar que "precisa" de oitenta e cinco pares de sapato vermelho, pelamordedeus! Ah, mas um é diferente do outro, ué, e, afinal, você não pode viver sem um sapato vermelho pra cada tipo de evento possível e imaginável, na vida de um ser humano, desde o batizado do filho da sobrinha da empregada, até o aniversário de boneca Barbie veterinária da Julinha, a enteada "mala" da sua vizinha da casa de praia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quem é que nunca fez alguma merda federal, por conta de carência, minhas amigas? Ninguém, creio eu. A carência é um bichinho muito cruel, que vai comendo sua auto-estima com a mesma voracidade que faz você devorar aquela panelada de brigadeiro inteirinha, quando está de TPM. É um buraco sem fim, igualzinha à sua conta bancária, minha filha, que parece nunca se satisfazer com tudo aquilo que você sua horrores pra jogar lá dentro (da última vez, você esperou mó tempão e escutou até o eco quando, finalmente, a moedinha que você colocou lá atingiu o fundo do buraco!).

É essa maldita a responsável por aqueles quilinhos a mais - porque quem é que raciocina quando está carente e entra naquela Delicatessen wonderful que abriu bem pertinho de casa? (não tinha outro lugar não, gente?? Uma cidade desse tamanho...) - é essa indecorosa que faz você ceder e ligar praquele cafa feladaputa, só pra ele não atender, pela enésima vez, e fazer você sentir como se fosse o cuspe de uma ameba de cachorro; é essa condição tortuosa, que faz você sair, com aquelas suas outras amigas carentes, praquele show de música brega, de última categoria, na esperança de arranjar algum desdentado jeitosinho, pra dar umas beijocas naquela boquinha murcha charmosa. Enfim, é a carência a responsável pelas insanidades que a mulher de trinta, a cada dia, tem feito em busca de algo que, finalmente, a faça sair dessa areia movediça infernal, na qual, um movimento sequer, faz você ficar enterrada até o seu pescocinho, recém esticado por aquele lifting mara que você fez, na tentativa de ganhar uns pontinhos de vantagem nessa corrida maluca que se tornou encontrar um cobertorzinho de orelha, ainda que não seja de algodão egípcio, né, meu bem, afinal você não está em posição de ser exigente, fofa (poliéster também esquenta, apesar de dar bolinha....tudo tem seu preço!).

terça-feira, 13 de março de 2012

Mas o que é que as mulheres de trinta querem pra si? Alguém pra chamar de seu, sucesso profissional, um monte de bacuraus gritando: "mamãe, mamãe..."? Dizem que, na verdade, essa trindade de metas é o que, ao menos em tese, compõe o que se pode chamar de objetivo maior da mulher, nessa faixa etária. E não basta ser mais ou menos em algum dos três pilares; a mulher se exige tudo, quer a perfeição, sob pena de sentir-se desmerecedora ou incapaz das tais benesses. Então, tá na hora de vestir aquela sua fantasia de mulher maravilha (não, meu bem, não é aquela que você comprou naquele sex shop de Amsterdam, for God's sake! Você ainda vai ser presa, criatura pervertida!), e arregace as mangas, porque não é fácil poder-se dizer, hoje, que se está plenamente satisfeita com a vida que se leva, ainda que a "dourada trindade" esteja presente, em todo o seu esplendor.

Em primeiro lugar, cadê essa pessoa, esse homem, que você tanto busca? Muitas de nós têm a resposta na ponta da língua: não tem homem na praça! Mas será que é isso mesmo?? Um amigo meu, ao conversarmos sobre as dificuldades encontradas pelas mulheres de trinta em encontrar um par legal, pra ser seu companheiro nessa aventura que é a vida, me disse algo que me fez refletir bastante a respeito: "Mari, o problema é que muito mais mulheres se dedicaram, nos últimos anos, a si mesmas, às suas carreiras, ao seu desenvolvimento pessoal. Os homens de sua faixa etária não as acompanharam....resultado: mulheres com standards de exigência cada vez mais altos e pouquíssimos exemplares do sexo masculino a corresponderem às suas demandas. Disse-me ele mais: "olha, se formos ao campinho de futebol mais próximo, você verá que existem, sim, homens solteiros, mas dificilmente um deles vai atender às suas expectativas...". Fiquei caladinha, claro, matutando que ele tinha razão...mas bem que ele podia me dizer onde ficava esse tal campinho de futebol, né? Pra zerar o horômetro, afinal, não precisa ser PhD!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

O sonho dourado ainda cultivado por muitas das mulheres dessa turma maravilhosa à qual pertencemos ainda é, apesar de todas as dificuldades e tropeços por que tem passado o instituto, o casamento. O matrimônio, em nossa sociedade, ainda confere aos cônjuges (palavrinha linda, né? É a preferida dos Advogados de Família...hehe) um inegável status, servindo mesmo como legitimador de uma certa credibilidade no meio em que está inserido esse casal, que passa a ter uma espécie de "passe livre", seja para eventos, festas, comemorações e toda uma sorte de reuniões em que as mucuras têm pavor de expor suas beldades carecas e buchudas às garras afiadas das mulheres solteiras, essas constantes ameaças aos lares de hoje (bando de iludidas!!).

A questão é: quanto vale um casamento hoje em dia? O quanto é possível tolerar-se de desgaste, desinteresse, infidelidades, mal-estar, em prol de manter-se esse "sagrado laço", sob o qual devem os "amarrados", ao menos em tese, permanecer até que a dona caveira venha puxá-los pelos pés? Será que, em nome de uma posição perante a família de ambos e a comunidade em que se vivem, devem marido e/ou mulher abrir mão de sua felicidade? Até onde vai essa tentativa, desvairada, em muitos casos, de, a qualquer custo, inclusive pessoal, permanecer sob essa fachada de perfeição institucional, enquanto se despedaçam o respeito, a harmonia, a paz de espírito?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por sugestão de uma amiga, esse post vai ser sobre um tema muito interessante e, aliás, de muito importante discussão, na vida das mulheres de trinta: a verdadeira obrigação de ser feliz, que nos é, diariamente, enfiada goela abaixo -  sem água ou um suquinho light pra ajudar - seja em família, seja no trabalho, seja socialmente. Então, como bem lembrado por essa minha amiga, será que vivemos na era do Prozac? Não mais nos é dado o direito de espernear, arrancando os cabelos e gastando todo o suprimento de lencinhos de papel do Continente Americano?

Pois bem, a cobrança pela felicidade, não é exigência muito recente, na história de nossa sociedade moderna. As amigas aí de trinta e quinze, trinta e vinte anos, e assim por diante (clarooooooo, vocês fazem parte de nossa tchurma!!), devem lembrar-se daquela época, ainda que não vivida pelas mesmas (of course!!), na qual as mulheres nada mais eram que modelos de donas-de-casa perfeitas que, após lavarem todas as cuequinhas de seu maridão (algumas com aquele freião de bicicleta...argh!!), limparem tooooda a casa, cozinharem e cuidarem pra que seus oito filhos (fofos...) estivessem limpos, arrumados, educados e alimentados, ao final do dia ainda tinham que estampar, em seus rostos cansaaaados, a imagem da felicidade, na base do creme Pond's (lembram, aquele que era vendido no supermercado? Lembra sim, sua megera! Vai tirar essa sainhadoispalmos que tá ridícula em você!! Você é mãe de um adolescente, for Christ's sake!!), afinal, tinham um marido, o que era considerado o supra-sumo do sucesso para uma mulher (cada traste, afe!).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Eita que o tal do homês (fast glossário da Mari: língua falada pelos homens) é difícil de entender, hein? E o engraçado disso tudo é que ele se torna praticamente incompreensível à simples mortal, a depender da conveniência de seu fluente interlocutor. Várias, inúmeras são as situações em que eles dizem que nós entendemos tudo errado, que não foi bem assim, que não quis dizer aquilo, que você está louca por inferir isso daquilo totalmente diverso que ele lhe disse...enfim, a comunicação entre homens e mulheres, hoje em dia, está cada vez mais truncada e não, você não enlouqueceu ou se tornou uma maluca que imagina coisas! É muito cômodo a eles simplesmente voltarem atrás daquilo que, embora dito, com todos os "esses" e "erres", lhes desfavoreça de alguma forma.

Assim, cuidado quando o filho da mãe vier com um desses "você está imaginando coisas". Primeiro, contenha-se pra não pega-lo por trás da cabeça e "rumale" o côco contra a parede, repetidas vezes, até ele confessar que quis, mesmo, dizer que te amava e não foi porque estava embriagado e você estava lá, a tostar os joelhos naquele tapete "feladaputa", que mais parecia um ralador, enquanto ele brincava de cowboy, e sem tirar aquelas meias fedorentas!

sábado, 3 de março de 2012

Quem são essas mulheres, que "causam" em qualquer lugar que chegam, chamam a atenção de todos, homens e mulheres?  As congêneres, porém, amaldiçoando o dia em que papai e mamãe poderosos resolveram, depois de um baile de carnaval animado, brincar de médico no chão da cozinha. As mulheres super poderosas são bonitas, bem-sucedidas, seguras de si, têm a auto-estima super bem resolvida, o amor próprio em alta e....a solidão por companhia!

A descrição feita acima, na realidade, corresponde, no mais das vezes, à impressão que os outros têm da mulher super poderosa; a verdade, contudo, tende a ser bem diferente, na vida dessa mulher. Em primeiro lugar, as feiosas que dêem pulos de alegria, mas beleza atrapalha, sim, e em muitas situações corriqueiras do cotidiano. Você não acredita, né? Acha que basta ser bonita pra estar sempre caminhando, com salto-agulha 18, sobre um tapete de homens gloriosos, todos esperando que você dê sua espetadinha deliciosa em seus lombos sarados (não é roteiro de filme pornô sado-masô....mas bem que poderia ser! Hehe! Talvez eu me lance nesse mercado....um caso a se pensar! Vixe, agora as idéias fervilham em minha cabeça!! Foco, Mari, please!!), ou então ficam ali deitadinhos, os safados, só pra ver a cor de sua calcinha...hehe, fiquei pervertida agora (afe, preciso zerar esse *horômetro)!

quinta-feira, 1 de março de 2012

E as loucuras que fazemos, na corrida contra o maldito do relógio? Aliás, queria saber onde me inscrevo pra não fazer mais aniversário, porque não me lembro de ter assinado nada permitindo que aumentassem a minha idade a cada ano! Ao cruzar a barreira dos trinta, nasce, na mulher, a angústia sufocante da passagem do tempo, afinal, ontem você estava na casa dos vinte, mas, hoje, você é uma Balzaca!!!!! Ai minha Nossa Senhora da Lancôme!

Assim, iniciada essa inevitável e desgovernada trajetória rumo à dentadura e à bengala, a mulher de trinta se vê inserida numa verdadeira guerra contra Chronos, lançando mão de cada vez mais avançados recursos da tecnologia estética hoje no mercado, para, pelo menos, adiar mais um pouquinho a sua metamorfose de ser humano para fruta (maracujá, minha filha, e de gaveta! Pode ser ameixa seca, se você preferir ou uva passa....).