Pé na tábua!!

Ok, pessoal, minha primeira incursão no mundo virtual...tenham paciência comigo...hehe!

Meninas, a idéia é falarmos sobre os problemas enfrentados pelas mulheres de trinta, suas dúvidas, suas neuras, seus desejos e todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres maravilhosas que se encontram naquela que eu chamo de "Década de Ouro", os anos em que estamos no auge de nossa forma física, vivenciamos experiências suficientes a embasar nosso dia-a-dia, sabemos o que queremos e, sobretudo, o que não queremos!

Sejam bem-vindas ao mundo das mulheres de trinta!!

sábado, 3 de março de 2012

Quem são essas mulheres, que "causam" em qualquer lugar que chegam, chamam a atenção de todos, homens e mulheres?  As congêneres, porém, amaldiçoando o dia em que papai e mamãe poderosos resolveram, depois de um baile de carnaval animado, brincar de médico no chão da cozinha. As mulheres super poderosas são bonitas, bem-sucedidas, seguras de si, têm a auto-estima super bem resolvida, o amor próprio em alta e....a solidão por companhia!

A descrição feita acima, na realidade, corresponde, no mais das vezes, à impressão que os outros têm da mulher super poderosa; a verdade, contudo, tende a ser bem diferente, na vida dessa mulher. Em primeiro lugar, as feiosas que dêem pulos de alegria, mas beleza atrapalha, sim, e em muitas situações corriqueiras do cotidiano. Você não acredita, né? Acha que basta ser bonita pra estar sempre caminhando, com salto-agulha 18, sobre um tapete de homens gloriosos, todos esperando que você dê sua espetadinha deliciosa em seus lombos sarados (não é roteiro de filme pornô sado-masô....mas bem que poderia ser! Hehe! Talvez eu me lance nesse mercado....um caso a se pensar! Vixe, agora as idéias fervilham em minha cabeça!! Foco, Mari, please!!), ou então ficam ali deitadinhos, os safados, só pra ver a cor de sua calcinha...hehe, fiquei pervertida agora (afe, preciso zerar esse *horômetro)!


O fato é que a mulher bonita, com tudo em cima, intimida, tanto os homens, quanto as mulheres, e não estou aqui falando de colar o velcro não, figuras! As mulheres se sentem intimidadas com a beleza das outras, a uma, porque não querem sentir-se inferiores, por exemplo, numa balada, em que todas as atenções se voltam pra a clone da barbie bailarina que ela tem como best friend; a duas, porque temem que seus parceiros se interessem por essa cópia de Nefertite, deixando-as pra trás, com suas pochetezinhas abdominais e seu "eu sou gostosa", em braile, escrito por toda a sua bunda e suas coxas (não entendeu, meu bem? Celulite, filhinha, esse mal do século!).

Assim, se essa mulher, bonita e gostosa, ameaça tanto a segurança das pessoas, então a tendência dessa suposta felizarda é passar os fins de semana na seguinte ordem: SEXTA-Globo Repórter + Lexotan; SÁBADO -  Lazanha congelada + Lexotan (pro dia terminar logo) + novelas (todas elas) + Olcadil, pra assistir a Zorra Total sem suicidar-se + Novo Lex (virou amigo íntimo agora...); DOMINGO - almoçar na casa de mamãe (deprê total, com vovó, aquela pessoa cruel, perguntando, pela enésima vez, se ela, finalmente, encontrou um namorado ou se continua encalhada) + Faustão (nesse momento, ela pensa em pegar a gilete que o último namorado, aquele de três anos atrás, deixou em seu banheiro e cortar os pulsos) + Fantástico + Dois Lex, afinal a musiquinha do final do Fantástico é altamente depressiva e....tchan, tchan, tchan, tchan: eis a segunda-feira, a qual, paradoxalmente ao comportamento dos outros mortais, inclusive o Garfield, essa mulher acolhe com bastante alegria, afinal,  no seu ambiente de trabalho, felizmente, ela ainda encontra um refúgio pra sua solidão, mesmo que aquela colega horrorosa esteja tramando, secretamente, jogar ácido sulfúrico em seu rosto, quando ela estiver na cabinezinha do banheiro, "meditando".

A suposta autoconfiança dessa mulher poderosa nada mais é, na grande maioria dos casos, que autodefesa, pois ela, em situações nas quais se sinta insegura, levanta a bunda, estufa o peito, levanta o nariz e vai, resoluta, andando, graciosamente, torcendo pra não virar o pé e se estabacar no chão, por entre aquela multidão de pessoas mirando-a, algumas com interesse, algumas com sangue nos olhos, parecendo, com isso, a pessoa mais confiante do mundo, às vezes até pedante, apenas por não conseguir, no seu desespero por encontrar um refúgio, olhar ninguém nos olhos; cumprimentar, então, deixa de ser uma prioridade, ela só quer sair dali o mais rápido possível. Pronto, nasce mais uma antipática, metida a besta.

O amor próprio dessas mulheres é outra falácia. Muitas têm, em seu histórico amoroso, várias estórias de rastejamento, não me deixe só e se você me deixar, eu me mato! Algumas chegam ao cúmulo - vejam que coisa mais humilhante! - de mandar emails cheios de rancor, palavras duras e mágoa àquele que ousou abandoná-la, sem qualquer explicação ou satisfação, deixando-a a imaginar (eita imaginação maldita de fértil!) o que pode ter acontecido, o que ela deve ter, com certeza, feito pra afastá-lo, afinal ele era perfeito! Assim, a mulher tão favorecida pela natureza, nessas situações, sofre uma enorme metamorfose, transformando-se em um monte de merda fedorenta, que é como a mesma se sente após ter levado o milésimo terceiro fora do mês. Onde será que está o problema?? Expectativas altas? Ou baixas? Repetição de padrões de autodestruição? Eu votaria nessa última opção...

A mulher poderosa, devido à sua trajetória de ter que estar sempre provando sua capacidade e seu valor, pra sobrepor-se à falsa imagem que os outros fazem dela, de somente conseguir as coisas e as vitórias através de sua aparência, desenvolve uma grande demanda de carência afetiva, pois a pobre tem que manter-se, eternamente, na defensiva, a fim de proteger-se dessa verdadeira artilharia de descrença com relação aos seus talentos e inteligência. Essa demanda por alguém em quem possa confiar, que não a julgue apenas pela aparência, por óbvio acabará por encerrá-la em um círculo vicioso de autodepreciação (eu não mereço), auto-sabotagem (eu vou me envolver com esse carinha, ele parece legal, apesar de parecer muuuito, com meu ex....ah, esse vai ser diferente!) e , por fim, autodestruição (depressão, sentimento de incapacidade, invalidação, etc.). É, feiosas, podem continuar gargalhando, suas sacanas! Vão vestir aquele saco de estopa que vocês chamam de vestido! Aproveitem pra amarrar uma corda na cintura, mas cuidado pra não serem jogadas na traseira de um caminhão de feira, porque vocês vão estar iguaizinhas a um saco de batatas...kkkkkkkkk (Mari, hoje, está um tanto vingativa e sarcástica, sorry).

Assim, se você se encaixa em alguma das situações acima relatadas, sinto muito meu bem, mas saiba que você não está sozinha não, viu? E daí que seu gordinho acabou se casando com aquela japa que, muito provavelmente, se chama Takei Akara Numuro, que mais parece um bujãozinho, com capa bordada e tudo? Ele fez isso porque achou que não daria conta de ter você ao lado, essa mulher linda, verdadeiramente poderosa, porque é capaz, inteligente, simpática, cheia de qualidades e, se tiver paciência (não, meu bem, paciência não é sinônimo de olcadil...), o que é, realmente, muito difícil, vai conseguir parar de entrar em roubadas sucessivas e repetitivas, para, com serenidade, trabalhar a auto-estima, a fim de saber quando, finalmente, o cara que a merecer (não perca as esperanças, ele existe, sim!), aparecer em sua vida. Mas lembre-se, você terá que ser capaz de reconhecer essa pessoa e isso não ocorrerá se você ainda estiver ligada, por causa daquele lance da carência, em simplesmente tapar o buraco que você tem no meio do peito. Se liga, lindona, seu príncipe está por aí, com seus defeitos e qualidades, afinal todo mundo é falível; pára, minha filha, de sair correndo a cada vez que ouve um "croc"!! Chega de beijar sapo, queridinha!!!! Você merece mais, muito mais!!

Beijos,

Mari.

* Glossário da Mari: Horômetro- substantivo cunhado por um bofe escândalo, amigo meu, que significa o contador de horas e minutos que você está no caritó, beliscando azulejo, achando aquele urubu muito chamorsinho... é isso aí!

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