Pé na tábua!!

Ok, pessoal, minha primeira incursão no mundo virtual...tenham paciência comigo...hehe!

Meninas, a idéia é falarmos sobre os problemas enfrentados pelas mulheres de trinta, suas dúvidas, suas neuras, seus desejos e todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres maravilhosas que se encontram naquela que eu chamo de "Década de Ouro", os anos em que estamos no auge de nossa forma física, vivenciamos experiências suficientes a embasar nosso dia-a-dia, sabemos o que queremos e, sobretudo, o que não queremos!

Sejam bem-vindas ao mundo das mulheres de trinta!!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A programação feminina, desde sua mais longínqua (nem tanto, tá?) infância, na grande maioria das famílias, ao menos naquelas que não são porra-loucas, hippies, feministas ao extremo, femininas de menos, enfim, anti-ajuntamento, é a de casar e procriar. Crescei e multiplicai-vos, já houve quem disse que esse foi o ensinamento do nosso Pai Maior...será? Não teria Ele dito: "crescei e sedes felizes"??

Os planos pro casório, então, começam cedo. Aos oito, dez anos, vêem-se menininhas, aliás, xerox (tem plural essa palavra, gente?? Heeelp!) reduzidas de mulheres (cada vez mais precoces em seus desejos, amadurecimento e espelhamento do mundo adulto, sendo que, às vezes, parecem anãzinhas de tão emperiquitadas, antecipando algo de que, mal sabem elas, sentirão muita, muita falta, na fase adulta real: suas infâncias mal vividas), conversando acerca de seus futuros casamentos..."ah, quero me casar aos 25!" A outra diz: "ah, não, eu quero viajar, estudar no exterior, acho que só vou me casar depois dos trinta e dois". Afe, gente, cadê aquelas menininhas que pulavam amarelinha e, no máximo dos máximos, eram pegas no quartinho dos fundos, brincando de médico com aquele priminho mais velho, com  quem, aliás, as meninas de hoje brincam de rainhas dominatrix, vestidinhas de couro da cabeça aos pés, usando os sapatos de salto agulha 20 da mãe e de posse de um chicotinho...e 'shlept' no lombo do pobre priminho!!


A idade pra casar, hoje, sofre variáveis bastante interessantes: depende muito da criação que a mulher teve e do quão longe ela está pra realizar esse plano matrimonial, pra medir-se o seu grau de desespero e ansiedade em relação ao assunto. É assim, então, que elas não aguentam mais esperar pelo grande amor de sua vida, o tal "homem certo", a metade da laranja (epa! Fábio Junior acredita nessa teoria e olha no que deu...deve estar no sexagésimo nono casamento! De quantas metades uma pessoa precisa, meu Pai? Esse moço não sabe fazer conta não??). Assim, se o tal senhor 'perfeito' aparecer aos dezoito, dezenove anos dela, sinto muito, mas vai dançar, porque ela quer é beijar muuuuiito, todas as bocas possíveis e imagináveis (hoje virou moda experimentar novas possibilidades e é nessa que temos perdido muitos de nossos possíveis pretendentes pras bibas, minhas filhas! Deu ré no quibe, já era!); se o seu príncipe só for aparecer lá pelos quarenta e cinco, cinquenta anos, Deus a livre! O que é que ela vai ficar fazendo até lá? E o enxoval que mamãe vem fazendo tem cinco anos?? E os tão sonhados filhotes??

E assim, um namoradinho sonso e mais morno que pizza requentada (não tem jeito, a bicha nunca mais fica derretendo, esfumaçando...) é alçado à condição de marido em perspectiva, simplesmente porque ele estava ali, disponível e era trouxa o bastante pra embarcar nessa maluquice de casar-se só pra cumprir um apelo social. No que vai dar isso? Claro que vai dar em nada! Ou melhor, vai dar em nada pro trouxa, porque você, mulher esperta, vai fazer ele colocar tudo em seu nome, ou então no de Vandercleison, Vandérlison, Vanderlildes e Vanderlinda, afinal as 'criança' têm que ficar resguardadas, né?

Qual a validade disso, então? Porque essa busca louca por um par? Será que Tom Jobim não estava, enfim, maconhado quando escreveu: "...fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"? É, minhas lindas, o fato é que a solidão é, mesmo, uma barra pesadíssima e não é qualquer uma que aguenta isso com um sorriso no rosto não (epa, sorriso verdadeiro, não vale aquele que é fruto do botox errado que a doida da sua amiga resolveu aplicar com o veterinário do beagle dela, porque era mais barato)! É difícil sair de casa e dar de cara com um montão de casais, de gente andando de mãos dadas, se beijando, se amassando, afe, tá um calor aqui, credo, vou tomar um banhinho ali, pera um pouco!!

Vortei (benditas duchinhas higiênicas...que maravilha de invento, minha gente! Fazem um bem pra higiene -  mental, é claro - da mulher moderna...)! Então, mais calminha agora, continuando, a vida da mulher solteira, ainda mais depois de cruzada nossa fronteira dourada dos trinta, é bastante sacrificada. Um homem sozinho, almoçando, bebendo um chopp, indo ao cinema, nunca vai ser motivo de estranheza ou de comiseração por parte de alguém, concordam? A mulher, ô coitadinha, tá ali, abandonada, a bichinha, não tem sequer uma amiga pra almoçar com ela, ow gente...

Dureza, ou não é? Ainda que a mulher seja daquelas poderosas, que se garantem, que nem estão aí pra casamento, focadas na própria felicidade, que não estão aceitando qualquer bagulho ao seu lado, mesmo essas vão ser objetos de pena por parte de quem as vir sozinhas, numa mesa de restaurante, a ler a mais recente edição da Marie Claire, pode ter certeza!! E aí, vai adotar a filosofia Harry de ser (ó vida, ó flores, ó azar....)? Claro que não, né, meu bem! Que se dane a opinião dos outros!! Se quiser, inclusive, pode ler uma Contigozinha mesmo, ninguém tem nada a ver com isso não, viu amiga? Pode ficar tranqs, que não vou contar pra ninguém que você gosta dessas porcarias aculturadas...hihihi, sorry, escapou!

Bom, é claro que um amor é mais que bom, estar apaixonada é maravilhoso, casar-se, ter filhos, quando se está apaixonada e se tem certeza do que se quer é, realmente, o objetivo final de muitas e muitas maricotinhas por aí, inclusive esta que vos fala, mas tenhamos em mente que estar sozinha nem sempre significa estar solitária! Pode parecer lugar-comum, mas é a mais pura real, filhota! Você pode se sentir a mais solitária das criaturas, mesmo estando casadinha, cheia dos pigmeuzinhos ao redor da mesa, naquela casona maravilhosa, acredite!!

Qual deve ser, então, a busca da mulher moderna?? Quem respondeu marido, volta pro final da fila, porque é uma tabacuda burra e analfabeta!! Leia, minha filha, please, leia o post inteiro...leu? Agora Mari vai perguntar de novo, prestenção! Qual deve ser a busca da mulher moderna, da mulher poderosa, da mulher que sabe o que quer e não é nada parecido com o seboso, careca e baforento do seu cunhado?? Isso, minha fofa, a felicidade!! Se você procurar ser feliz, creia-me, as boas coisas vão aparecer pelo caminho, não necessariamente naquela ordem imposta por essa ainda provinciana e patriarcal sociedade na qual vivemos, mas na ordem que tiver que ser, pra você saber, inclusive, tirar todo o proveito dessa coisa linda que Deus nos deu, chamada VIDA!!

Beijos,

Mari!


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